"“O amor é altruísta, é alimento para a alma. Quando se ama verdadeiramente, não importa onde e como você está. Sempre você irá praticar o bem pensando no seres amados.”"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009


Mais nada se pode fazer quando
já não há o que se fazer.
Bastava-me apenas acostumar-se.
Acostumar-se com o choro.
Acostumar-se com o canto.
Acostumar-se com o amor.
Acostumar-se com a ausência do amor.
Parecia estar vivendo um momento infinitamente triste.
Não conseguia nem ao menos ser o mínimo do mínimo
que alguem esperasse que eu fosse.
E eu,
quase que isolada do mundo,
quase isolada de mim mesma,
só conseguia pensar o que seria da vida se simplesmente
perdesse o bem que me fazia bem.
E o que seria de mim sem o pouco que me restou?
Lembro do quanto ouvi:
"você é forte..."
"você é guerreira..."
Forte?
Guerreira?
Cada vez me sentia mais fraca dentro do meu conflito interno.
Mas descobri
que sou Forte,
sou Guerreira.
Sou única,
sou muitas.
Afinal,
dos meus momentos,
dos meus sofrimentos,
das minhas alegrias,
só eu sei...
Marihá

Um comentário:

Polaka disse...

Que lindo este poema/desabafo!

Parabéns!

Gosto de ouvir

http://www.youtube.com/watch?v=5hzgS9s-tE8